terça-feira, 9 de outubro de 2007

Festival do Rio 2007



Este evento anual que acontece na cidade do Rio de Janeiro desde 1999, sempre traz as novidades do cinema de todas as partes do mundo. Na edição deste ano foram selecionados mais de 400 filmes. É claro que eu gostaria de poder assistir todos, mas como isso é humanamente, e financeiramente, impossível, consegui assistir apenas alguns. 17 foi o meu número e a escolha se deu principalmente pelos diretores. Porém comentarei aqui apenas aqueles que mais gostei.


O primeiro que vi foi I'm a Cyborg, But That's OK, de Park Chan-Wook. Depois de ter dirigido filmes como “Oldboy” e “Lady Vingança”, o diretor coreano resolveu pegar mais leve com esta bela fábula moderna sobre uma menina que pensa ser um cyborg, e portanto resolve não mais se alimentar com comida, já que iria estragar seu organismo mecânico. Assim, ela passa a se “recarregar” lambendo pilhas. A loucura dos personagens, que vivem em um manicômio junto com a tal menina-cyborg, ganha uma certa lógica graças a brilhante forma que Chan-Wook narra a história. Entramos naquele universo e passamos a compreendê-lo sem nos preocupar com a razão, como a então conhecemos, que se torna totalmente desnecessária dentro da narrativa.


O diretor, também coreano, Kim Ki-Duk, dos esplêndidos “Casa Vazia” e “Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera”, se fez presente com seu mais novo filme, Sem Fôlego (Soom). Mais uma vez, o diretor retoma sua ligação com as estações do ano, porém agora de uma forma fictícia. A personagem principal do filme, uma mulher casada e com uma filha pequena, passa a ter um relacionamento com um preso no corredor morte. A cada visita que faz ao presidiário, ela monta todo um cenário referente a cada estação do ano. E mais uma vez, outra característica de Ki-Duk, é que um dos personagens praticamente não diz nada durante todo o filme, afinal a sensibilidade está acima de qualquer palavra.


Já o americano O Expresso para Darjeeling (The Darjeeling Limited) de Wes Anderson possui excelentes diálogos. A história é de três irmãos que se reencontram na Índia com o objetivo de restabelecer os laços familiares. Apesar de soar cliché, a história não é nada cliché. As mais bizarras situações acontecem com os três rapazes, que são interpretados por Owen Wilson, Adrian Brody e o ótimo Jason Schwartzman, que também é co-roteirista do filme. Um fato interessante é que o filme é precedido de um pequeno curta-metragem em que Natalie Portman e Jason Schwartzman protagonizam um história que terá conexão com o final do longa.


O filme romeno, premiado com a Palma de Ouro em Cannes deste ano, 4 meses 3 semanas 2 dias (4 luni 3 saptamini si 2 zile) realmente é chocante, não só pelo tema como pela forma crua em que a história é contada. Não quero aqui revelar o tema do filme, já que o mesmo só o faz na metade de sua narrativa. E é justamente isso que é interessante. Vemos uma história de jovens que moram e estudam em uma república, porém percebemos que algo irá acontecer, só não sabemos o que ao certo. As pistas dadas são muito vagas e pensamos em variadas situações. Até que finalmente descobrimos do que se trata, e compreendemos o por que de não ter sido revelado antes. Pelo fato de ser algo tão íntimo e tão polêmico, o diretor Cristian Mungiu, oculta até mesmo do próprio espectador aquilo que diz respeito somente a personagem que resolve tomar tal decisão e a ninguém mais.


Paul Schrader, que fez roteiro de filmes como “Touro Indomável” e “Táxi Driver”, agora dirige O Acompanhante (The Walker). Um filme que consegue ser extremamente crítico, porém fazendo uso de uma enorme sutileza. Sem falar na excelente atuação de Woody Harrelson que desde “O Povo vs Larry Flynt”, de Milos Forman, não fazia um filme tão bom. Não sei se é demais, mas achei o filme com uma cara de Oscar. A história se passa em Washington, e Carter Paige III (Harrelson) tem como função acompanhar mulheres ricas, que são esposas de políticos, em compras de decoração. Tudo muda quando Carter se vê envolvido numa situação de homicídio. Ao tentar descobrir a verdade, acaba servindo de bode expiatório, porém ele decide enfrentar certas questões políticas, seja de política de etiqueta, seja da política propriamente dita.


No último dia do festival, assisti Jogo de Cena de Eduardo Coutinho. Como o próprio nome do filme diz, se trata da fina linha que separa realidade de ficção. Coutinho brinca com o espectador fazendo-o perceber entre uma história real contada por alguém que realmente viveu aquilo, e a mesma história contada por atrizes como Andrea Beltrão, Fernanda Torres e Marília Pêra. Tudo isso é feito de uma forma inteligente e muito interessante, pois nos é colocado o tempo todo, quase como um exercício para as atrizes, e um jogo para os espectadores, a questão de personagem-real e personagem-fictício.


E por fim SOS Saúde (Sicko), de Michael Moore. O novo documentário de Moore toca numa outra ferida dos EUA. Ferida mesmo, pois se trata do sistema de saúde americano. Sistema não, mas uma indústria de saúde, ou melhor (na verdade, pior) de doentes e óbitos. Ele explica o funcionamento dos chamados seguros de saúde. Mostra como eles lucram economizando em cima de pessoas que realmente estão precisando de um tratamento e têm seus pedidos de autorização negados. Tudo isso graças a contratos e leis absurdas fornecidas pelo governo e pelos seguros. Porém, Michael Moore vai além (é claro), ele atravessa a fronteira e sobe para o Canadá, depois vai até a Inglaterra e a França. Tudo isso para mostrar como esses países tratam os seus cidadãos no que diz respeito a saúde. Em todos eles, as pessoas não pagam por nada. Nem por cirurgias, nem exames, nada. E no caso da Inglaterra, os hospitais dão dinheiro, para aqueles de classes mais baixas, para cobrir o gasto que tiveram com o transporte até o hospital. Mas, o melhor Moore deixou para o final. Ele resolve fazer uma visita a Cuba! E lá, como nos países da europa, as pessoas também não pagam por tratamento médico. Realmente, essas são realidades muito diferentes dos EUA, mas também do nosso Brasil. Afinal, a quantidade de impostos que pagamos deveria nos fornecer não luxos, mas o mínimo de direitos e respeito que qualquer cidadão deve ter. Educação de qualidade, e principalmente saúde. Pena não exisitir um Michael Moore brasileiro, que investigue e faça documentários denunciando o que realmente acontece nos bastidores desse nosso Brasil.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Michelângelo Antonioni (1912-2007)



Depois de vária tentativas, finalmente consegui ir na Maratona do Odeon. Trata-se de uma maratona de filmes, que se inicia por volta das 23:30h e vai até às 06:30h, no cine Odeon no centro do Rio. O filme que abriu a maratona foi Profissão Repóter (Professione: Reporter, 1975), de Michelângelo Antonioni, e para mim, só ele valeu a noite! O outro filme de Antonioni que eu tinha visto foi Blow Up (idem, 1966), que sempre rendeu variadas análises de vários críticos e estudiosos de cinema. Mas, com “Profissão Repórter” pude realmente entender a grandeza deste cineasta, pois o filme faz uso de recursos narrativos inteligentes que nos faz admirar ainda mais a arte cinematográfica. Sem falar na clássica cena final do filme em um plano sequência que a câmera atravessa por entre as grades de uma janela.

Com a perda de Antonioni, e também de outro grande diretor de cinema, Ingmar Bergman, que por coincidência faleceu no mesmo dia que Antonioni, pode-se dizer que a morte de ambos cineastas, significa a morte também de uma certa forma de se fazer cinema. Forma essa pautada pela ousadia, sensibilidade e genialidade de temas e de linguagem cinematográfica. O mais engraçado deste dia da maratona foi que o filme exibido após “Profissão Repórter”, foi um desses besteiróis de suspense americano. Não sei se tal escolha foi aleatória ou intencional, mas acontece um confronto de narrativas entre um filme e outro. Me provocou até raiva estar vendo um filme daqueles. A previsibilidade das cenas, os diálogos, enfim, tudo me pareceu tão tolo e imbecil que a minha vontade era ir embora do cinema. Não sei, mas acho que o cinema é uma arte tão grandiosa que considero um verdadeiro atentado se fazer um filme com tão poucos recursos de linguagem. Parafraseando o personagem de Matheus Nachtergaele em Baixio das Bestas (2007), de Cláudio Assis: “Sabe o que é o bom do cinema? É que no cinema a gente pode fazer tudo!” E isso é verdade. Existe tanta coisa para se fazer dentro de uma narrativa cinematográfica, que não consigo entender porque alguns filmes se limitam a tão pouco.

Enfim, realmente só me resta lamentar que uma geração de cineastas tão geniais esteja se acabando, mas o que não me faz ficar tão triste é o fato de que existem aqueles que continuam ousando, na tentativa de encontrar e descobrir as mais variadas formas de se fazer cinema. E que venham... Almodóvar, Lars Von Trier, Gaspar Noé, David Ficher, Michael Haneke...

domingo, 8 de julho de 2007

O Balconista II (Clerks II, 2006)



O diretor Kevin Smith retoma os personagens Dante e Randal de seu primeiro Balconista (Clerks, 1994). Além, é claro, da famosa dupla Jay e Silent Bob (vivido pelo próprio Smith), que estão hilários como sempre. Dizia-se que O Balconista fazia parte de uma trilogia de Smith, iniciada com O Balconista, depois o bobo Barrados No Shopping (Mallrats, 1995), e Procura-se Amy (Chasing Amy, 1997), sendo este último estrelado por Ben Affleck. Os personagens Jay e Silent Bob sempre foram figuras cativas em todos esses filmes. Além dessa característica, os filmes de Smith eram todos de baixo orçamento, logo considerados produções alternativas ao cenário milionário de Hollywood. Ben Affleck e Jason Lee (o "agasalha pepino")são amigos que atuam de vez em quando em suas produções, e sendo assim também dão o ar da graça em curtas aparições de O Balconista II.


O filme é recheado de referências fílmicas, como a cena de Jay dançando ao som da trilha que embalou o psicopata de "O Silêncio dos Inocentes" (The Silence of The Lambs, 1991). E a excelente discussão entre Randal e um cliente sobre as trilogias "O Senhor dos Anéis" e "Guerra Nas Estrelas". O que o filme tem de bom, além dos diálogos, que nos leva a dar boas risadas, é o fato dele ser uma verdadeira forma de protesto contra a essa idiota ideologia americana dos "loosers". Afinal, segundo as convenções americanas é isso que os dois personagens principais são. Porémo que o filme propõe é que não importa se as pessoas te consideram ou não um perdedor, e sim o que você faz da sua vida para que ela tenha algum sentido para você mesmo.


sexta-feira, 8 de junho de 2007

Santiago

Esse é o título do último documentário de João Moreira Salles. Santiago foi o mordomo da família Salles por trinta anos e ele é o personagem principal do filme, porém o coadjuvante da história de vida do próprio João Moreira.

Tive a oportunidade de assistir ao filme seguido de um debate com o diretor, que explicou ter feito as imagens para o documentário em 1992, porém optou por não montá-lo naquela época. Somente em 2006 resolveu retomar a idéia. Baseado no material bruto percebeu que a sua relação com o personagem de seu filme era de extrema distância, mesmo este lhe sendo tão íntimo. Como o próprio João disse, “ainda bem que não fiz o documentário naquela época, senão Santiago seria o objeto e não o sujeito do filme”. O que impressiona e comove é a exposição do diretor em se inserir na narrativa, tanto quando ouvimos suas interferências durante as falas de Santiago, quanto a própria narração do filme, que é feita em off e em primeira pessoa, representada pela voz de seu irmão. Além disso, João questiona as próprias imagens do filme de uma forma muito honesta, até porque ele mesmo confessa que nem se lembrava como havia feito na época. E isso nos remete ao fato de também assumirmos tal postura ao se assistir um documentário, já que a realidade das imagens podem, e quase sempre são, produzidas e não apenas filmadas.

Assim, como Cabra Marcado para Morrer (1964/84), de Eduardo Coutinho, Santiago também é um filme sobre o filme, que acaba por revelar um fato real da própria vida do diretor. João diz que gosta de filmar o acaso, os intervalos, e não as circunstâncias principais da vida das pessoas. Isso fica bastante evidente em Entreatos (2004), em que o filme acompanha a campanha de Lula pelo Brasil, optando por mostrar justamente as situações ocorridas fora dos comícios. João acredita que são nesses breves momentos que conseguimos captar realmente a realidade de uma pessoa e/ou de uma situação. E por coincidência, foi justamente o acaso que o fez querer remontar um filme que deveria ter sido feito há tantos anos atrás, mas que ao ser por ele revisto, o fez questionar toda sua postura em relação ao seu posicionamento como diretor de filmes e como pessoa.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

O Cheiro do Ralo

Cafajeste, sacana, egoísta, escroto, filho da p#!%*!!! Lourenço pode ser tudo isso, mas uma qualidade ele tem. Ele é honesto! Extremamente honesto! Até demais! Ele diz o que pensa das pessoas e diz na frente delas! Ninguém é poupado! Nem mesmo sua noiva! Além disso, ele possui uma verdadeira tara doentia pela bunda de uma atendente de lanchonete. Bom, já deu pra perceber que é preciso se desprover de valores morais para assistir a história de Lourenço.
Esse é o segundo filme de Heitor Dhalia, que teve sua primeira experiência no cinema com Nina (2004), inspirado no livro "Crime e Castigo", de Fiódor Dostoievski. O Cheiro do Ralo é baseado no livro homônimo do cartunista Lourenço Mutarelli, que inclusive faz uma participação no filme como o segurança de Selton Mello. A trama do filme se passa numa época que nos remete aos anos 70, devido ao figurino e algumas gírias faladas pelos personagens, porém o dinheiro usado é o de hoje em dia, logo, o filme se propõe de forma atemporal. Vale destacar a excelente atuação de Selton Mello, que justifica o fato de ser um dos atores mais requisitados tanto no meio cinematográfico quanto de TV. É um ator que faz muito bem tanto comédia quanto drama, basta assistir filmes como Lisbela e o Prisioneiro (Diretor: Guel Arraes/2003) ou Lavoura Arcaica (Diretor: Luiz Fernando Carvalho/2001) para conhecer a versatilidade do ator. Atualmente ele pode ser visto na TV paga, no Canal Brasil com o seu programa sobre cinema Tarja Preta. Ele se declara uma apaixonado pelo cinema e agora está querendo também ir para trás das câmeras. Já dirigiu o clipe "Flerte Fatal" do Ira! e também o curta Quando o Tempo Cair. E está se preparando para dirigir o seu primeiro longa Feliz Noel.



O Cheiro do Ralo é a prova de que o cinema brasileiro está indo muito bem, obrigado! Tanto que o filme ganhou diversos prêmios na Mostra Internacional de São Paulo e no Festival do Rio, além de ter sido selecionado para o Sundance, nos EUA.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

12º Festival É Tudo Verdade

Foto: Krzysztof Kieslowski


Muita sorte a minha estar no Rio na época em que aconteceu o É Tudo Verdade. O nome desse festival faz referência a um filme inacabado de Orson Welles que foi rodado no Brasil. E pelo nome dá pra perceber que se trata de um festival só de documentários. Todo ano eles fazem uma homenagem, em forma de retrospectiva, de um diretor. E nesse ano foi a vez do cineasta polonês Krzysztof Kieslowski (1941-1996). No total, foram exibidos 17 curtas dele e outros 3 filmes sobre ele. Um dos que eu assiti, “Krzysztof Kieslowski: Eu Estou Mais ou Menos”, foi dirigido pelo seu amigo e também seus assistente de direção Krzysztof Wierzbicki. No filme, vemos Kieslowski falando de seus curtas de início de carreira e de alguns de seus longas. Foi muito interessante ver o cineasta falando de seus filmes e, principalmente sobre si mesmo. Foi possível perceber que a forma como ele se expressa, se parece um pouco com os seus filmes, ou seja, o sentimento não está nas palavras, mas nas entrelinhas dos gestos e das imagens.

Depois do último filme da trilogia das cores (“A Liberdade é Azul”, “A Igualdade é Branca” e “A Fraternidade é Vermelha”), Kieslowski anunciou que não iria mais fazer filmes, porém escreveu um roteiro para uma nova trilogia: Paraíso, Purgatório e Inferno, baseada na "Divina Comédia" de Dante Alighieri. Não se sabe se ele próprio realizaria esses filmes, já que faleceu em 1996. O diretor Tom Twyker (de Corra Lola Corra) filmou “Paraíso” (Heaven, 2002) estrelado por Cate Blanchet e Giovanni Ribisi, e em breve veremos “Inferno” (L'Enfer, 2005) dirigido por Danis Tanovic (de Terra de Ninguém), que já foi lançado, porém ainda não chegou ao Brasil.


No documentário, Kieslowski não revela o motivo que o fez parar de fazer filmes, mas o que fica implícito é uma espécie de decepção com alguma coisa que não conseguimos descobrir. Enfim, só podemos lamentar, porque sem suas imagens acabamos perdendo um pouco de poesia e sensibilidade que era único no estilo de seus filmes. O impacto que ele provocou não foi no tocante a efeitos especiais e nem inovações técnicas, mas sim na relação público X cinema. Ele parecia querer nos mostrar o invisível de um sentimento que é comum em todos nós, algo que está além das imagens e das palavras, mas que existe e é latente em nosso mais íntimo.

quarta-feira, 14 de março de 2007

A Pele


(Fur: An Imaginary Portrait of Daine Arbus, 2006) dirigido por Steven Shainberg.

Depois do excelente Secretária (Secretary, 2002), o diretor Steven Shainberg está de volta com o filme "A Pele". Com esse filme, Shainberg parece definir o seu tema predileto: os desejos obscuros dos seres humanos. Tanto em "Secretária" quanto em "A Pele", os personagens revelam seus segredos mais íntimos de uma forma espontânea, bem humorada e romântica.


Nicole Kidman vive a fotógrafa Diana Arbus, que mudou a cara da fotografia americana com suas fotos focadas nos chamados "freaks" (aberrações), que eram travestis, artistas de circo e pessoas com alguma anormalidade física. Porém, antes de se descobrir como fotógrafa, Diana (pronuncia-se Dee-Ann, como ela mesma explica no filme) descobre algo sobre si mesma.


"A Pele" expõe os segredos de seus personagens e nos faz pensar também nos nossos próprios segredos. Muitas vezes aquilo que desejamos no nosso mais íntimo, preferimos deixar de lado e ignorar por várias questões, seja moral, de valores ou de princípios. Porém, chega um momento em que esses desejos falam mais forte. E aí? O que iremos fazer? Fingir que eles não existem e que não fazem parte de nós?


O que o filme sugere é que esses segredos sejam revelados e expostos para que possamos ser nós mesmos. Afinal, não pretendemos mudar as pessoas e nem as convenções, mas também não precisamos fingir o que não somos.


Citando a música "Crucial", da banda K-os:
I don't wanna change the world (Eu não quero mudar o mundo)
I only want to stop pretending (Eu só quero parar de fingir)


Bom, é isso! E assim faço a minha estréia nesse blog que foi criado não por mim, mas para mim. Muito obrigada e espero atender a tal expectativa!