quarta-feira, 14 de março de 2007

A Pele


(Fur: An Imaginary Portrait of Daine Arbus, 2006) dirigido por Steven Shainberg.

Depois do excelente Secretária (Secretary, 2002), o diretor Steven Shainberg está de volta com o filme "A Pele". Com esse filme, Shainberg parece definir o seu tema predileto: os desejos obscuros dos seres humanos. Tanto em "Secretária" quanto em "A Pele", os personagens revelam seus segredos mais íntimos de uma forma espontânea, bem humorada e romântica.


Nicole Kidman vive a fotógrafa Diana Arbus, que mudou a cara da fotografia americana com suas fotos focadas nos chamados "freaks" (aberrações), que eram travestis, artistas de circo e pessoas com alguma anormalidade física. Porém, antes de se descobrir como fotógrafa, Diana (pronuncia-se Dee-Ann, como ela mesma explica no filme) descobre algo sobre si mesma.


"A Pele" expõe os segredos de seus personagens e nos faz pensar também nos nossos próprios segredos. Muitas vezes aquilo que desejamos no nosso mais íntimo, preferimos deixar de lado e ignorar por várias questões, seja moral, de valores ou de princípios. Porém, chega um momento em que esses desejos falam mais forte. E aí? O que iremos fazer? Fingir que eles não existem e que não fazem parte de nós?


O que o filme sugere é que esses segredos sejam revelados e expostos para que possamos ser nós mesmos. Afinal, não pretendemos mudar as pessoas e nem as convenções, mas também não precisamos fingir o que não somos.


Citando a música "Crucial", da banda K-os:
I don't wanna change the world (Eu não quero mudar o mundo)
I only want to stop pretending (Eu só quero parar de fingir)


Bom, é isso! E assim faço a minha estréia nesse blog que foi criado não por mim, mas para mim. Muito obrigada e espero atender a tal expectativa!