segunda-feira, 8 de junho de 2009

O Exterminador do Futuro 4: Salvação




Parece que agora virou uma tendência em Hollywood em transformar os vilões em figuras mais complexas e muito mais interessantes que os heróis. Assim foi o Coringa de “Batman, O Cavaleiro das Trevas” e assim é o Marcus do “Exterminador do Futuro 4”. Que inclusive por uma coincidência, os heróis de ambos filmes são vividos pelo ator Christian Bale. Com o roteiro assinado pelos mesmos autores do terceiro filme da série, dessa vez eles conseguiram não só se aprofundar mais na história como tecer uma boa costura entre os três filmes anteriores. McG, o diretor que tem nome de rapper e que dirigiu “As Panteras”, comprova sua excelência para as cenas de ação. Logo no início do filme, há um plano sequência incrível do John Connor pilotando um helicóptero.

O filme se passa num futuro nem tão distante assim, no ano de 2018, em que aquilo que foi previsto é inevitável e o Dia do Julgamento acontece. Tudo porque a Skynet, um software de defesa do serviço militar é acionado e adquire inteligência própria, e passa a ver os seres humanos como uma ameaça, um vírus que deve ser exterminado. Lança bombas por todo o mundo. Aqueles que sobreviveram se juntaram para combater as máquinas de guerra que foram criadas pelos próprios humanos.

O que vemos nesse filme é o nascimento dos primeiros protótipos de exterminadores cyborgs, o modelo T-800, que foram desenvolvidos para se parecerem com os humanos. É esse o modelo vivido por Arnold Schwarzenegger nos três filmes anteriores, e que inclusive tem uma aparição com o seu rosto inserido digitalmente no corpo de um exterminador. Essa estratégia usada pelas máquinas tem o intuito de facilitar a infiltração das mesmas entre os humanos e conseguirem sucesso no seu objetivo de exterminação.

John Connor realmente se torna o líder da Resistência na guerra contra as máquinas, porém o fato dele já saber no passado o que iria acontecer no seu futuro o deixa um tanto cego em relação ao seu presente. Isso fica claro quando ele conhece o Marcus, que deveria ser o seu inimigo e assim não o é, pois sua consciência ainda é humana. Ao invés de John usar isso a seu favor, são as máquinas que o usam, baseadas na previsibilidade comportamental de seu já conhecido herói. A fórmula dos outros filmes não se repete nesse episódio, não há um exterminador que vem para matar e um outro que vem para defender. Todos precisam salvar e serem salvos, porém a “Salvação” da humanidade não existe, talvez ela venha no Exterminador 5, que já está em fase de produção.