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A hora e a vez dos palhaços nada convencionais: “It - A Coisa” e “Bingo - O Rei das Manhãs”

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Alô, alô, criançada!! Os palhaços estão de volta com tudo!! Porém, ao invés do picadeiro do circo, estão nas telas dos cinemas, e não foram feitos para as crianças assistirem. O primeiro é uma refilmagem de um cult do gênero de terror, “It: A Coisa” e o segundo é a produção brasileira “Bingo - O Rei das Manhãs”. Ambos possuem algumas coisas em comum: se passam na década de 80 e apresentam como personagens principais palhaços nada convencionais.
“It: A Coisa” é baseado no livro de Stephen King, autor americano que conta com uma vasta bibliografia, sendo quase todos na linha do gênero terror ou suspense, e ainda alguns outros sob o pseudônimo de Richard Bachman. Mais de 45 livros seus já foram adaptados para filmes, tais como, “Carrie, A Estranha” (Carrie, 1973), dirigido por Brian De Palma; “O Iluminado” (The Shinning, 1980), com direção de Stanley Kubrick; “Um Sonho de Liberdade” (The Shawshank Redemption, 1994), dirigido por Frank Darabont, sendo inclusive, indicado ao Oscar de Melh…

“Na Praia À Noite Sozinha” é o filme mais íntimo e pessoal do diretor sul coreano Hong Sang-soo

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Os diretores sul coreanos começaram a se destacar em meados dos anos 2000, quando seus filmes passaram a chamar a atenção da crítica mundial e do público por trazerem uma nova estética e abordagem ao cinema. Só para citar alguns: Park Chan-Wook, com sua trilogia da vingança, que contempla os filmes “Mr. Vingança”, “Oldboy” e “Lady Vingança”; a incrível sensibilidade de Kim Ki-Duk, com “Primavera, Verão, Outuno, Inverno... E Primavera” e “Casa Vazia”; Bong Joo-Ho, com “Memórias de Um Assassino” e, sua mais recentemente e conhecida produção em parceria com a Netflix, “Okja”.

Juntamente com essa leva de diretores, Hong Sang-Soo também se destaca por ser considerado, segundo alguns críticos, como o “Woody Allen sul coreano”. Seus filmes abordam sempre a mesma temática, envolvendo histórias de relacionamentos, com personagens que trabalham na área cinematográfica. “Na Praia À Noite Sozinha” segue a mesma risca, contudo, pode ser considerado o seu filme mais escancaradamente pessoal. É imp…

“Corpo Elétrico” é um exercício de desconstrução do corpo e da mente

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O diretor mineiro Marcelo Caetano é formado em Ciências Sociais. Debandou-se para o cinema, primeiro fazendo filmes de curta-metragem, depois foi assistente de direção em importantes filmes brasileiros, composto por uma safra de diretores que vem trazendo uma renovação para o cinema brasileiro, tais como: Hilton Lacerda, Gabriel Mascaro e Anna Muylaert. E ainda trabalhou na produção de elenco para Kleber Mendonça Filho, em “Aquarius”, quando conheceu o ator paraibano Kelner Macedo. Kelner havia feito o teste para o papel de sobrinho da personagem de Sônia Braga, porém, o ator não conseguiu a vaga.

“Corpo Elétrico” é o primeiro longa do diretor e vem angariando prêmios em diversos festivais dentro e fora do Brasil. O título do filme é uma referência ao poema “Eu Canto o Corpo Elétrico”, do poeta americano Walt Whitman, que descreve de maneira detalhista diversos tipos de corpos com seus contornos, movimentos, articulações e formas. Baseado nesse contexto do poeta, Marcelo contou com a…

O feminismo genuíno em "Mulher-Maravilha"

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Estamos vivendo a era dos heróis! Pelo menos para produções blockbusters hollywoodianas, que, ultimamente estão sendo revezadas entre duas importantes editoras de histórias em quadrinhos americanas: a Marvel Comics, fundada em 1939 e que tem como seu autor principal Stan Lee; e a DC Comics, fundada em 1934, que tem como seu herói mais antigo e notável, o “Superman”. Dentre todos esses heróis em quadrinhos, somente uma personagem feminina restou como protagonista: “Mulher-Maravilha”. 
A heroína foi criada pelo psicólogo, escritor e inventor, William Moulton Marson, (ou Charles Moulton), que também ficou conhecido por ter inventado a base do que viria a ser o Polígrafo, o detector de mentiras. Vale destacar que a vida de Moulton irá ganhar uma versão biográfica e cinematográfica. Afinal, Moulton foi uma figura extremamente intrigante. Além dos atributos já citados, ele mantinha uma vida amorosa excêntrica e nada convencional, tanto para os padrões da década de 40 quanto para…

Novo filme de Marcelo Gomes mostra "Joaquim" antes de Tiradentes

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A importância de se conhecer a história de um país contribui imensamente para que possamos compreender os fatores que desencadearam comportamentos culturais, sociais, políticos e econômicos daquela nação. A mais recente produção do cineasta pernambucano Marcelo Gomes tece, de maneira nua e crua, o cotidiano de Joaquim José da Silva Xavier, o “Tiradentes”.

 O enfoque que Marcelo propõe em sua narrativa é mostrar o processo emocional e a construção de consciência política desse personagem histórico, que de alferes (posto militar que equivale ao segundo tenente) da coroa portuguesa, se torna o líder revolucionário da Inconfidência Mineira no Brasil do século XVIII. A produção foi indicada para competir ao Urso de Ouro, prêmio principal no Festival de Berlim desse ano, e estreia no Brasil no dia 20 de abril, um dia antes do feriado de Tiradentes.
O elenco do filme, que é composto por atores brasileiros, portugueses, africanos e índios, tem um tom quase documental da rotina d…